TEXTO ORIGINAL
•
ENGLISH
Paris Jackson Finds Comfort in '90s Style... and a moisturizing oil you've never heard of.
Paris Jackson is driving. The light streaks through her sunroof onto her sandy-colored hair, pulled up into a high, messy bun. Her loose-fitting top reveals a smattering of tattoos on her arms and collarbone.
Even when she greets me, she's got two hands on the wheel and her eyes are dead set on the road ahead. The whole vibe is a little stiff, but when she reaches a brief halt in traffic, she sneaks a glance down at her Zoom screen and compliments the AC/DC T-shirt I'm wearing. I feel like I've passed some sort of test.
When you hear paris jackson's name (she now uses all lowercase styling, perhaps to de-emphasize her namesake city and her famous father), you may recognize it from the nepo-baby juggernaut of recent weeks. But nepotism aside, jackson, at 24, has assembled an impressive list of job titles: actor, model, singer-songwriter. It's the last one that holds most of her attention these days; since releasing her first album, Wilted, in 2020, jackson seems to have been glued to a guitar or microphone, whether in the recording studio, onstage while touring, relaxing during downtime, or even in photo shoots. Performance is simply second nature for her. "It's like asking a bird why does it fly or asking a dolphin why it likes water," she says. "This is just what I do."
For Wilted, jackson melded somber lyrics with dreamy, soft acoustics and piano, but the EP she's about to release with Republic Records will show a grittier side. "The writing has similar formatting; they're still all folk songs at their core, but the production has changed quite a bit," she explains. "I'm going for a louder sound these days — more rock and grunge and yelling." She cites the Smashing Pumpkins, Nirvana, Audioslave, the Pixies, Interpol, and Bright Eyes as her biggest influences.
For jackson, her grungy, nostalgic, unpretentious approach to fashion and beauty holds a mirror to her current songwriting style. When asked to describe her signature look, she says she doesn't have one: "'Signature' seems like it would be relatively original, and that is not the case with my sound or my look. I just take [ideas] from a lot of the things that I like. Nothing's really mine; it's just a melting pot of my favorites, I guess."
In a previous interview, jackson told Allure that the first red lipstick she ever purchased was under the influence of Mötley Crüe's Nikki Sixx and Tommy Lee — and that's not all they inspired. "I used a lot of hairspray in high school because I had the Nikki Sixx haircut. I had all the layers and everything. My hair was jet black."
Nikki Sixx is to jackson in high school what Kurt Cobain is to jackson present day, which is why you can now confidently bet that, at any given moment, jackson is wearing a bare-bones look, such as the one she's got on during our interview. Says jackson, "I dress for comfort when I'm not working and '90s [beauty and fashion] is pretty comfortable for me. I like to stick with the darker colors, the earth tones."
I'm not surprised, then, by the simplicity of her day-to-day makeup routine. "I'll wear a little bit of stuff on my eyebrows, mascara, and contour, and that's typically all I do," jackson says. "I don't wear concealer or foundation day-to-day. My skin feels better when it's breathing." Every now and then, though, she'll whip out a KVD Vegan Beauty eyeliner — either the classic black liquid Tattoo Eyeliner or the Tattoo Pencil Gel Eyeliner. "It comes in a lot of different colors, so that's always really fun. If I'm playing shows, I'll definitely do the pencil on the inside of my water line." (In 2022, jackson was the face of KVD Beauty.)
As for skin care, jackson relies less on products and more on specific ingredients. "In the morning, I'll wash my face with a vitamin C cleanser, then put on sunscreen," she says. After washing her face at night, she sometimes applies an Aesop vitamin C product. She also uses emu oil before bed, an uncommon but very moisturizing oil, according to cosmetic chemist Ginger King.
For jackson, keeping things vegan and as naturally derived as possible is a high priority in the skin-care department (and beauty in general) — something she picked up from her close family friend, Norwegian rapper Omer Bhatti (she refers to him in our interview as her “brother"). "He's been vegan for seven years and is really into mental health, physical health, and skin health. All of my tricks I've gotten from him," she says. "Especially when it comes to organic alternatives, like using Irish sea moss as a face mask."
Arguably, the thing jackson changes most about her appearance is her hair. She sees a hairstylist or colorist "every two to three months, I think," but she doesn't like to make drastic changes. “I don't like a different color of the rainbow every week, but I usually ask for something different every time I go," she says. "I change it up a lot, always in very subtle ways."
Currently, she's got near-platinum blonde ends with dirty-blonde roots and lots of transitional shades in between. That requires bleaching, so jackson offsets the damage by using a common remedy: "Argan oil. But the clear kind because the yellow kind tints your hair if it's bleached, and you don't want that."
You don't want to catch a glimpse of any errant tints in the rearview mirror. Certainly not when you need to keep your eyes on the road ahead.
Em entrevista à Allure, Paris Jackson fala sobre a influência dos anos 90 em seu estilo, sua rotina de beleza e cuidados com a pele e a fase mais rock e grunge de sua música.
Paris Jackson está dirigindo. A luz entra pelo teto solar e ilumina seu cabelo cor de areia, preso no alto em um coque bagunçado. A blusa larga deixa à mostra algumas das tatuagens espalhadas pelos braços e pela clavícula.
Mesmo quando me cumprimenta, mantém as duas mãos no volante e os olhos totalmente concentrados na estrada à frente. O clima é um pouco travado, mas, quando o trânsito para por alguns instantes, ela dá uma olhada rápida para a tela do Zoom e elogia a camiseta do AC/DC que estou usando. Sinto como se tivesse passado em algum tipo de teste.
Quando você ouve o nome paris jackson, escrito agora todo em letras minúsculas, talvez numa tentativa de tirar um pouco do peso tanto da cidade que lhe deu o nome quanto de seu famoso pai, é possível que o associe à enorme discussão sobre “nepo babies” das últimas semanas. Mas, deixando o nepotismo de lado, aos 24 anos Paris já acumulou uma lista impressionante de profissões: atriz, modelo, cantora e compositora. É essa última que mais ocupa sua atenção atualmente. Desde que lançou seu primeiro álbum, Wilted, em 2020, Paris parece estar sempre com um violão ou um microfone nas mãos, seja no estúdio, no palco durante uma turnê, relaxando nas horas vagas ou até mesmo em ensaios fotográficos. Se apresentar simplesmente faz parte de sua natureza. “É como perguntar a um pássaro por que ele voa ou a um golfinho por que gosta de água”, diz. “É simplesmente o que eu faço.”
Em Wilted, Paris combinou letras melancólicas com arranjos acústicos suaves e sonhadores e piano, mas o EP que está prestes a lançar pela Republic Records vai mostrar um lado mais pesado. “A forma como escrevo continua parecida. No fundo, todas ainda são músicas folk, mas a produção mudou bastante”, explica. “Ultimamente estou buscando um som mais alto, mais rock, grunge e gritaria.” Ela cita Smashing Pumpkins, Nirvana, Audioslave, Pixies, Interpol e Bright Eyes como suas maiores influências.
Para Paris, sua maneira despretensiosa, nostálgica e grunge de encarar a moda e a beleza reflete diretamente seu estilo atual de composição. Quando pergunto como descreveria seu visual característico, ela diz que não tem um: “‘Característico’ dá a impressão de que seria algo relativamente original, e esse não é o caso nem do meu som nem do meu visual. Eu simplesmente pego [ideias] de várias coisas de que gosto. Nada é realmente meu. Acho que é só uma mistura de todas as minhas coisas favoritas.”
Em uma entrevista anterior, Paris contou à Allure que o primeiro batom vermelho que comprou foi inspirado por Nikki Sixx e Tommy Lee, do Mötley Crüe, e essa não foi a única influência deles. “Eu usava muito spray de cabelo no ensino médio porque tinha o corte do Nikki Sixx. Tinha todas aquelas camadas e tudo mais. Meu cabelo era preto bem escuro.”
Nikki Sixx foi para a Paris do ensino médio o que Kurt Cobain é para a Paris de hoje. Por isso, dá para apostar com segurança que, em qualquer momento, ela provavelmente estará usando um visual bem básico, como o que está usando durante nossa entrevista. “Eu me visto pensando em conforto quando não estou trabalhando, e a [moda e beleza] dos anos 90 é bem confortável para mim”, diz Paris. “Gosto de ficar nos tons mais escuros, nos tons terrosos.”
Por isso, não me surpreende a simplicidade de sua rotina de maquiagem no dia a dia. “Passo um pouquinho de produto nas sobrancelhas, rímel e contorno, e normalmente é só isso”, conta. “Não uso corretivo nem base todos os dias. Minha pele fica melhor quando consegue respirar.” De vez em quando, porém, ela pega um delineador da KVD Vegan Beauty, seja o clássico Tattoo Eyeliner líquido preto ou o Tattoo Pencil Gel Eyeliner. “Tem várias cores diferentes, então é sempre divertido. Quando faço shows, com certeza passo o lápis na linha d’água.” Em 2022, Paris foi rosto da KVD Beauty.
Quando o assunto é cuidado com a pele, Paris se preocupa menos com produtos específicos e mais com determinados ingredientes. “De manhã, lavo o rosto com um sabonete de vitamina C e depois passo protetor solar”, conta. À noite, depois de lavar o rosto, às vezes aplica um produto com vitamina C da Aesop. Ela também usa óleo de ema antes de dormir, um óleo pouco comum, mas muito hidratante, segundo a química cosmética Ginger King.
Para Paris, é muito importante que os produtos sejam veganos e tenham ingredientes de origem o mais natural possível, tanto nos cuidados com a pele quanto na beleza em geral. Foi algo que aprendeu com um amigo próximo da família, o rapper norueguês Omer Bhatti, a quem ela chama de “irmão” durante nossa entrevista. “Ele é vegano há sete anos e se interessa muito por saúde mental, física e da pele. Aprendi todos os meus truques com ele”, conta. “Principalmente quando se trata de alternativas orgânicas, como usar musgo-do-mar irlandês como máscara facial.”
Provavelmente, o que Paris mais muda em sua aparência é o cabelo. Ela procura um cabeleireiro ou colorista “a cada dois ou três meses, eu acho”, mas não gosta de fazer mudanças drásticas. “Não sou do tipo que aparece com uma cor diferente do arco-íris toda semana, mas geralmente peço alguma coisa diferente toda vez que vou”, diz. “Mudo bastante, sempre de formas bem sutis.”
Atualmente, as pontas estão quase platinadas, com a raiz em um loiro mais escuro e vários tons de transição entre uma coisa e outra. Isso exige descoloração, então Paris tenta compensar os danos usando um recurso bastante comum: “Óleo de argan. Mas tem que ser o transparente, porque o amarelado pode dar uma tonalidade ao cabelo quando ele está descolorido, e você não quer isso.”
Definitivamente, você não vai querer perceber pelo retrovisor que surgiu algum tom indesejado no cabelo. Principalmente quando precisa manter os olhos na estrada à frente.

COMENTAR